Mariana Brasil

Domingo, Novembro 06, 2005

Eu Sem Arbìtrio


Eu Sem Arbítrio





Tudo e nada se fundem no meu refúgio secreto...

Passado e futuro se unem num instante complexo...

Trégua egoísta em vida, silencio do meu ser...

Anônima parte de um todo, existir sem sonhar...

Nem querer, nada sentir, apenas permanecer.



Loucura è chamado o esconderijo secreto do meu eu...

Minha alma escondida no jardim dos meus sonhos sepultos,

ecos de amor, silencio, nem sustos ou insultos,

porque tempo è privilégio dos vivos, não dos vultos.



Espaço sem regras aceita covardes e corajosos no amor...

Todos são bem vindos nesse túnel mágico e indolor...

Onde passado è relíquia de quem quer recordar...

Porque no meu refugio secreto não è preciso pensar.



Não digo que haja mais dores que amores...

Viver è uma batalha, tentar è ganhar.

Mas sei que sou um milagre de Deus e...

Cansei-me do horizonte admirar, buscar e nada encontrar...

Amor egoísta... Verdade e dor por mim renegada...

Minha única estrada era tentar retornar.



O amor venceu...

No infinito silencio consegui recordar!

Antes de ser mãe eu fui filha e...

Aprendi a amar.



A te! Meu refúgio secreto eu digo “Adeus”.

Loucura e companheira solidão, finalmente a compreensão.

Crescer è aceitar o que não se pode mudar.

Vencer è permitir a verdade te libertar.



O “Eu sem arbítrio” è fugir da razão.

O “Livre arbítrio” è amar, conceder-se o perdão.

Somos parte de um todo que chamo de “Deus”.



Mariana Brasil

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